Munícipio de Espinho e o Instituto Confúcio proveram mostra de cultura chinesa
Educação

Munícipio de Espinho e o Instituto Confúcio proveram mostra de cultura chinesa

A Câmara Municipal de Espinho e o Instituto Confúcio da Universidade de Aveiro proveram mostra de cultura chinesa, realizada no âmbito do projeto de ensino de Mandarim nas escolas do ensino básico de Espinho. 
O evento, subordinado ao tema "Festival do Barco-Dragão”, teve lugar no Parque João de Deus e no Largo Dr. José Oliveira Salvador na manhã do passado dia 11 de junho. 

Com um conjunto extenso de atividades, desde o recorte do papel, pintura de sopro e de máscaras chinesas, caligrafia, passando pela Cerimónia do chá e degustação da gastronomia chinesa, ou a possibilidade de conhecer o vestuário e jogos tradicionais chineses, as crianças presentes tiveram oportunidade de assistir e vivenciar a cultura e costumes deste povo. 
Paralelamente foram apresentadas demonstrações de artes marciais e a tradicional dança do dragão e leão que proporcionaram uma aproximação a estas tradições milenares. 

O objetivo da iniciativa foi recriar o Festival do Barco-Dragão, potenciando o conhecimento da história e tradição associada a esta festividade milenar da cultura chinesa. 

Remontando ao ano 277 a.C., o Festival do barco-dragão realiza-se todos os anos em memória do grande poeta e patriota Qū Yuán.  
Conta-se que o poeta, ao saber que a capital do seu país fora ocupada pelas tropas do Reino Qín, não suportou a tristeza, atirando-se ao rio Mìluó Jiāng. Ao receber a notícia de que Qū Yuán morrera afogado, a população chinesa, receando que os peixes comessem o cadáver do poeta, percorreu o rio Mìluó Jiāng em barcos, lançando arroz à água. Desta forma, os peixes saciariam a sua fome e não comeriam o corpo do poeta. 
Neste festival, que recria esta importante lenda chinesa, é tradição realizar corridas de barcos-dragão e comer o tradicional zòngzi — um dumpling em forma de pirâmide, com arroz glutinoso embrulhado em folhas de bambu. 

Esta iniciativa cultural assume extrema importância constituindo-se uma excelente oportunidade para realizar uma reflexão sobre as diferenças entre as culturas portuguesas e chinesa e estabelecer paralelos entre as tradições e costumes.